13 de fevereiro de 2020

O que o BREXIT impacta em sua viagem

Por leandrodall

Tudo começou com o plebiscito realizado em 23 de junho 2016. Por uma margem bastante estreita, os entusiastas de uma Grã-Bretanha mais nacionalista e menos europeia (51,9%) venceram os simpatizantes pela permanência na União Europeia (48,1%).

Desde então, entre idas e vindas, boatos e muitas incertezas, tudo digno de um belo enredo de novela, o BREXIT (junção de “Britain” e “exit” ou apenas saída da Grã-Bretanha) rendeu muita manchete de jornal. Recentemente, desde o dia 1° de fevereiro de 2020, o divórcio, que será o mais caro da história, foi oficialmente concretizado, restando, apenas, detalhes para que os antigos parceiros saíam à procura de novos nubentes.

Nova rodada de negociações tem início, devendo ser concluída até o final de 2020 (a menos que seja pedida uma prorrogação de prazo até julho deste ano). Questões como comércio e a situação de migrantes no Reino Unido e na Europa são as mais sensíveis para que a separação seja o menos litigiosa possível.

E, para nós viajantes, a pergunta que não quer calar: qual o impacto do BREXIT para nossa viagem ao Reino Unido? De bate-pronto, até o momento, NENHUM.

E o motivo é simples: o controle de fronteira adotado pelos ingleses nunca foi o mesmo adotado pelos europeus. Exemplos:

  • nunca adotaram o Tratado de Schengen (coberturas mínimas de seguro viagem no valor de 30 mil euros, prova de possuir pelo menos 65 euros por dia de viagem, passagem de volta, permanência máxima de 90 dias, comprovante de onde vai se hospedar, etc);
  • não tinha a questão de validade mínima de 3 meses do passaporte para a entrada;
  • o turista brasileiro que vinha de outros países europeus tinha que passar pelo processo de imigração do mesmo jeito.

Ainda assim, essas cautelas são SEMPRE RECOMENDÁVEIS para evitar perrengue de viagem. Acrescentamos, ainda, colocar junto ao PASSAPORTE o CERTIFICADO INTERNACIONAL DE VACINAÇÃO E PROFILAXIA – CIVP que falamos aqui. São pequenas providências que evitam dor de cabeça.

De todo modo, até o momento, não há notícia de novas exigências para os turistas brasileiros entrarem na Grã-Bretanha. A moeda também não muda, porque a Grã-Bretanha nunca adotou o euro (sempre foi a LIBRA ESTERLINA, cuja cotação é ainda mais desfavorável ao real do que o euro: 1 Libra Esterlina = 5,58 Real Brasileiro :-().

O que importa, no final do dia, não só para visitar a Grã-Bretanha, mas qualquer país, é estar munido de documentos e comprovantes que mostrem que você é TURISTA e só vai passar uma temporada no país visitado. Viajar mais e melhor é isso: tem muita coisa linda para explorar e não dá para se contentar com pouco (isso é a verdadeira pobreza)!!!

Feito isso, é só preparar o roteiro, curtir o passeio e aproveitar a experiência.