Sobre parasitas, empregadas domésticas e dólar a 1,80

Falamos recentemente sobre a fantástica exposição, realizada pelo MIS EXPERIENCE, sobre o gênio renascentista Leonardo Da Vinci (confira aqui). Comentamos da satisfação em receber uma atração desse naipe em São Paulo e – o melhor – a um preço acessível, democratizando o acesso à cultura (como deve ser).

E, ao falar sobre o assunto, lembrei imediatamente da polêmica em torno das falas do Ministro Paulo Guedes (parasitas, empregadas domésticas e dólar a R$ 1,80).

Obviamente, não vou entrar no mérito partidário-político da questão. Vou enfatizar o que nos interessa e é objeto de nossos conversas: viagens.

Independentemente da cotação “ideal” da moeda norte-americana, sou extremamente a favor da democratização das coisas.

É injusto que poucos tenham a possibilidade de conhecer novos destinos, enquanto outros lutam pela sobrevivência de uma maneira mais aguerrida. O viajar não é coisa de pobre, infelizmente, está mais na mente e na boca das pessoas do que pensamos. Penso até na criação de um bolsa-turismo para que todo mundo tenha a oportunidade de conhecer um lugar diferente pelo menos uma vez na vida.

Também penso ser extremamente cruel onerar, ainda mais, o viajante, ao cobrar por despacho de bagagem e, em alguns casos, até pela bagagem de mão. O que que é isso? Ao invés de baratear o custo da passagem aérea, só sobe o negócio!!! São novidades desagradáveis, aumentando o já gigante abismo entre quem viaja e quem não pode viajar.

A descoberta de novos destinos, por meio de viagens (nacionais ou internacionais), é um hobby que amplia os horizontes (literalmente) das pessoas. Classifico até como um direito fundamental, coisa de constituição, sabe?

Nos torna mais interessantes, mais conectados ao que acontece ao redor do mundo e, consequentemente, mais críticos em relação aos nossos governantes.

Ao conhecer Estados Unidos, Europa e outros lugares onde as políticas públicas funcionam bem, começamos a nos questionar o motivo pelo qual estamos tão atrás (ao mesmo tempo em que pagamos tanto imposto). É preciso encarar, na real, a razão de tanta discrepância. Chega de tanta ideologia e tão pouca saúde, educação e segurança! Queremos viver mais e melhor!

Não quero fazer turismo no Brasil só porque está caro viajar para fora em função do câmbio. Tá super errado isso! Temos lugares lindos aqui (já leu o post sobre nossa experiência na Floresta Amazônica? clique aqui) que merecem ser visitados por todos os brasileiros. Só que poderia ser mais em conta e ser uma escolha de verdade.

Comparando um resort no nordeste a um passeio na Europa, a diferença de preço não é tão absurda (considerando, claro, um câmbio decente que não é o caso de hoje). Outra coisa: quem não gostaria de visitar o Rio de Janeiro, mas não vai por medo? Ou quem não gostaria de passear no centro de São Paulo e conhecer seus prédios históricos, mas tem receio de assalto? E poderia citar tantos outros exemplos…

O que quero dizer com tudo isso: o câmbio é um dos fatores que influenciam em uma viagem, mas não é tudo…

Quer estimular o turismo no Brasil? Vamos lá:

  • Que as passagens aéreas fiquem mais baratas para voos internos;
  • Que a hospedagem seja também mais barata (olha aí um item para ser incluído na reforma tributária);
  • Que as atrações turísticas tenham algum tipo de desconto para brasileiros (assim como tem em vários lugares nos EUA para os residentes em cidades turísticas);
  • Que haja mais segurança para a gente poder turistar sem medo de ser feliz;
  • Que haja maior mobilidade urbana (ônibus, metro, trem, etc) para rodarmos de um ponto turístico a outra sem perder tempo no trânsito; e,
  • Acima de tudo, que não haja distinção entre os brasileiros, porque somos um único povo, enriquecidos pelas nossas diferenças, pois são elas que nos ajudam a sermos criativos e otimistas, independente das circunstâncias.

E os parasitas, onde ficam nisso tudo? Deixo para você decidir a respeito.

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Publicado por leandrodall

Acredito que a vida pode ser EXTRAORDINÁRIA, não importa a circunstância. Cresci em um conjunto habitacional (antes o nome era BNH, agora é COHAB), onde vivi momentos lindos, mas também (bem) desafiantes. Com muito estudo, trabalho e fé tenho vivido. Administrador de empresas por formação, copywriter e escritor por paixão, viajante por hobby, minha maior aventura começou quando conheci a Jú, esposa e companheira em todas as horas (seja dia, seja noite, ela tá lá, digo, aqui do meu lado). Temos rodado o Brasil e o mundo há pelo menos 10 anos, viajando por conta própria e na raça. Decidimos compartilhar nossas experiências, de maneira leve, prática e divertida, para incentivar outras pessoas a descobrirem suas próprias aventuras. Seja o protagonista, roteirista e diretor de sua vida. Por que não começar a viajar mais e melhor HOJE? AGORA VAI!!!

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