10 de junho de 2020

O Cego e o Escritor

Por leandrodall

Conta-se que em uma praça na capital francesa, próxima à Torre Eiffel, havia um cego que há muito vivia ali. Passava o dia a mendigar, sentado no chão, com roupas gastas de tanto uso e um velho chapéu panamá onde recolhia as poucas esmolas que uns poucos piedosos lhe ofertavam.

Possuía uma placa, uma pequena lousa na verdade, onde estava escrito:

“Por favor, ajude-me, sou cego”

Certo dia, os caminhos de um jovem escritor e do pobre senhor cego se cruzaram. O jovem parou, contemplou o pedinte e se compadeceu de tanto sofrimento. Decidiu ajudar. Sem pedir licença, pegou o cartaz do pobre cego, apagou o que estava escrito e redigiu novo anúncio. Colocou novamente a lousa em seu lugar e partiu para outros compromissos.

Ao final do dia, o escritor, de maneira proposital, passou novamente no local em que o senhor estava mendigando. Satisfeito, observou que o chapéu do pedinte estava cheio, lotado de moedas e notas. O cego reconheceu as pisadas de seu benfeitor e perguntou o que ele escrevera no cartaz.

Com um sorriso maroto, o jovem escritor prontamente respondeu:

“Nada que não esteja de acordo com a sua necessidade, só que com palavras diferentes”

Após, seguiu seu caminho, cantarolando de alegria pela diferença feita na vida daquele senhor.

Mas o cego continuava curioso. O que será que ele escreveu? Foi quando soube que seu novo anúncio dizia:

“Hoje é Primavera em Paris, e eu não posso vê-la”

As palavras têm poder. Quem diz que não pode ou quem diz que pode, ambos estão corretos. Use-as a seu favor PARA CONQUISTAR OS RESULTADOS QUE VOCÊ MERECE.

Ao Sucesso.

Leandro Dall