3 de julho de 2020

Amor Pandêmico (parte 3)

Por leandrodall

Querido João Marcos,

Era para estarmos juntos hoje. Você sabe o quanto esperávamos por esse momento. Em meus anos carreira, foi a primeira vez em que tive que cancelar meus simpósios. Um inimigo desconhecido ronda a humanidade.

A pandemia do COVID-19 atrapalhou os nossos planos e os de toda humanidade. É momento de adaptação. Como será tudo isso após o fim? O fim? Será que terá fim? Um novo normal falam por aí. Chamar de normal o que tínhamos antes é quase que uma ofensa. Um mundo com sofrimento, com injustiças e com tanta pressa, onde as pessoas não mais se olham nos olhos, não é normal.

E o que seria um novo normal? Melhor? Pior? Não sei. Só sei que podemos aproveitar toda essa situação para aprendermos a sermos mais e melhores humanos.

Gostaria de estar tendo essa conversa de uma maneira mais íntima, mais pessoal, te olhando nos olhos. Não podemos.

Mas, ao escrever essa carta, pude pensar em palavra por palavra. Nenhuma está colocada em excesso. A simplicidade, já diria o grande gênio renascentista Leonardo da Vinci, é a maior sofisticação.

Assim, sem incorrer em excessos, sem tampouco ser apressada a ponto de deixar informações relevantes de lado, quis me garantir que nenhuma informação importante foi deixada de fora. 

Não sei se você sabe, mas o corpo, a mente e as emoções funcionam de maneira integrada (tudo junto e misturado). Não há como separar. É uma visão holística onde o equilíbrio depende do adequado uso das capacidades humanas. O excesso da atividade mental prejudica o físico. As emoções sem controle agem como represas cujas barragens se despedaçam: não sobra nada nem ninguém ao redor. Assim, a vida é um delicado equilíbrio em que as atividades físicas, mentais, emocionais e espirituais devem todas ser praticadas e desenvolvidas para que não haja sobrecarga no corpo humano.

Sei que você não compartilha de minhas crenças, por isso não vou flertar com a religiosidade aqui. Vou buscar minhas respostas na ciência para que você entenda que a ciência (mente) e a religião (espírito) são poderosos quando andam de mãos dadas.

Existem algumas cidades ao redor do globo, chamadas de BLUE ZONES. São lugares onde as pessoas vivem mais e melhor. É o que a medicina ocidental tem chamado de longevidade saudável. 

Cientistas ficaram intrigados quando descobriram os segredos de tanta saúde, de tanta energia e de tanta felicidade. Já pensou chegar aos 80 anos e ter a vitalidade de um garoto de 25? Sim, é possível!

Estudiosos executaram testes e verificaram que as populações envolvidas não se submetiam a tratamentos convencionais. Nada disso. Analisaram para ver se era o resultado de algum ritual, alguma superstição ou simpatia. A resposta também não estava em métodos exóticos.

O que vou te revelar, vai te deixar muito surpreso. Verá que é uma verdade essencial – ainda mais no tempo em que vivemos!

Dan Buettner, com o auxílio da National Geographic Society, decidiu catalogar as descobertas científicas para benefício de toda a humanidade. Acompanhou o dia a dia dos habitantes das seguintes localidades, anteriormente identificadas como BLUE ZONES:

– Ikaria (Grécia);

– Okinawa (Japão);

– Região Ogliastra (Sardenha, Itália);

– Loma Linda (Califórnia, Estados Unidos da América); e,

– Península Nicoya (Costa Rica).

Apesar de serem regiões espalhadas ao redor do planeta, com idiomas, costumes e culturas bastante distintas, todas elas têm alguns hábitos em comum – 8 para ser mais exata. E o que mais espanta é que são ações simples, ao alcance de todos, mas simplesmente ignoradas nas faculdades de medicina e nos serviços públicos e particulares de saúde. Quantas vidas poderiam ser diferentes! Quanto tempo, energia e recursos economizados se simples hábitos fossem incorporado ao dia a dia das pessoas! Hábitos poderosos, capazes de transformar vida e conferir vitalidade, saúde e felicidade para seus praticantes!

Mas isso não era o mais impressionante…

No final do século XIX, uma escrita norte-americana, chamada Ellen G. White, havia escrito um livro sobre o mesmo assunto e o título é bem sugestivo: Ciência do Bom Viver. As conclusões eram as mesmas: hábitos simples e poderosos que trazem qualidade, saúde e bem-estar. Quem é que não quer viver mais e melhor?

Está preparado? Aqui vão os 5 poderosos que vão fazer diferença na sua vida, meu querido João Marcos:

  • Água continua sendo a melhor bebida para o corpo humano;
  • Alimente-se o mais natural possível (menos industrializados, menos fritura, menos açúcar; mais frutas, verduras e vegetais);
  • Exercite o corpo, a mente, as emoções e o espírito para atingir o pleno potencial humano;
  • Não menospreze o poder reparador de uma boa noite de sono;
  • Sol é poder.

Tenho certeza que essas simples ações vão fazer muita diferença em sua vida. Claro que você deve continuar seu acompanhamento clínico, mas não ignore esse presente que dou a você, meu querido. Esses hábitos farão diferença em sua vida, João. Vão turbinar a sua imunidade.

Mas não posso parar por aqui. Não agora. Não nesse momento. Não com essa pandemia. Você pode ser mais e melhor. Viver mais e melhor. É só o começo da nossa conversa. A continuidade ou não, porém, vai depender de você. Qual será a sua decisão?

Sabrina (continua?)