5 de julho de 2020

Certeza que 2020 está na metade ainda?

Por leandrodall

Chegamos a pouco mais da metade de 2020. Ufa! Parece que foram 723 dias em 6 meses.

Ano intenso, lutado e doído, certamente (in)esquecível. Guerras e rumores de guerra entre EUA e Irã. Crises políticas ao redor do globo. Discriminação e violência racial (Black lives matter).

Para coroar (desculpe o trocadilho inevitável), um inimigo invisível trouxe a maior crise de saúde do século XXI, colocando o mundo aos seus pés.

Em uma era de relacionamentos líquidos, instantâneos e descartáveis, onde, apesar de algumas tentativas para construção de muros, nunca estivemos tão interligados globalmente, o impensável aconteceu.

Fica em casa é a hashtag do momento, grito de guerra contra um vírus que não escolhe vítimas.

É algo assustadoramente novo e que vamos nos lembrar pra sempre.

Mais importante do que os fatos em si, são os aprendizados que nos trazem. E são muitos:

  • Estamos (re)aprendendo o básico. Com grande parte das pessoas trabalhando em casa, a administração das atividades domésticos nunca esteve tão em alto. Cozinhar, por exemplo, voltou a ser relevante! Voltamos a curtir o clássico arroz + feijão + mistura (quando tem). E até dá para ousar um pouco mais com tanta tutorial bacana faça-você-mesmo na internet. Comida por aplicativo, vez ou outra, vai bem, mas não há bolso que aguente todos os dias!
  • Estamos (re)aprendendo a fazer pequenos reparos domésticos: Quanto mais tempo ficamos em casa, mais percebemos as melhorias que precisam ser feitas: a troca da lâmpada da sala, a pintura do batente, o prego na parede, o parafuso na estante… E, mais do que reparar, temos a satisfação de por a mão na massa (ou no prego, martelo, etc) e fazermos o conserto.
  • Estamos (re)aprendendo a rotina doméstica. Sim, o lixo do banheiro e da cozinha não desaparecem por um passe de mágica, a cama não se arruma sozinha e a louça suja vai existir enquanto houver vida no planeta. É preciso que cada um assuma sua parte nas tarefas do dia a dia.
  • Estamos (re)aprendendo como é bom ficar com nossos familiares e curtir um tempo de qualidade juntos. Como é bom parar de falar sobre problemas, trabalho, filhos, et cetera e focar em sonhos, projetos, metas, amor… No antigo normal, muitas conversas giravam em torno de BOs a serem revolvidos, parecendo, às vezes, mais uma reunião de condomínio do que um lar. Sempre terão problemas a serem resolvidos, mas o foco pode ser outro.
  • Estamos (re)aprendendo a estudar, a se qualificar, a adquirir novas habilidades em um mundo em constante mudança. Nossos hábitos como consumidores estão mudando e as oportunidades de trabalho também. As grandes corporações de hoje (Facebook, Amazon, Apple, Microsoft, Netflix e Google), estão dominando o mundo. É preciso aprender a reaprender para continuarmos relevantes e mais ligados nesse maravilhoso mundo novo que ainda estamos tentando entender.
  • Estamos (re)aprendendo a importância de cuidar de nossa saúde. Alimentação saudável, exercícios (físico, intelectual, mental e espiritual) e descanso adequado são pequenas atitudes com potencial de melhorar (e muito) sua imunidade. Não sabe por onde começar? Clique aqui e saiba mais.
  • Estamos (re)aprendendo o sentido da vida. O desacelerar atual tem sido uma lição de que precisamos de bem menos para sermos felizes. Sim, os excessos atrapalham nossa visão e nosso pensamento, confundindo a gente sobre o que realmente tem valor. Tem coisas muito bacanas que custam quase nada: um belo por do sol, um café da manhã na cama, um banho gostoso, uma conversa animada, uma amizade não abalada por nada…
  • Estamos (re)aprendendo a virtude da paciência. A parada forçada tem nos ensinado essa qualidade tão difícil de ser aprendida. Moisés, o herói bíblico hebreu, passou 40 anos exilado no deserto para se tornar o homem mais paciente do planeta. Penso que atrasar nossos planos em alguns meses é algo suportável e um ensinamento válido em um mundo até então acostumado com a correria, a instantaneidade e descartabilidade das redes sociais.
  • Estamos (re)aprendendo a ser(mos) humanos. Em meio a toda essa tempestade, muito se tem perdido. O ser humano nunca foi tão necessário. A palavra. A lembrança. O toque. O sorriso. Ainda que virtuais, nunca foram tão necessários e desejados, sendo a verdadeira cura para um mundo machucado.

Espero, de coração, que entre os desafios postos, você esteja bem e possa continuar vivendo mais e melhor. Hora de sacudir a poeira, continuar no processo de autodesenvolvimento e fechar com chave de ouro esse segundo semestre.

Ninguém sabe se vai ter uma segunda, terceira ou quarta onda. Não sei. Vamos em frente e seja o que estiver reservado para os próximos meses, vai passar. Vai dar certo. Vamos sair dessa mais e melhores humanos.

Faça a sua parte. Faça o seu melhor. Seja mais. Seja melhor.