16 de julho de 2020

Quase aberto é meio fechado

Por leandrodall

Era uma partida de futebol acirrada.

Os dois times davam tudo de si. O jogo estava empatado e faltavam 7 minutos para acabar o tempo regulamentar. Depois viria a prorrogação e, se permanece o 0 x 0, a loteria dos penaltis.

Os jogadores estavam cansados, mas ninguém tirava a perna na hora de disputar a bola – seja na lateral, no meio-campo ou na linha próxima ao escanteio. Que jogaço! Valia o campeonato!

Recém-contratado, ele havia entrado no finalzinho do primeiro tempo por causa de contusão do titular. Sabia que era sua grande oportunidade. Havia se preparado a vida inteira para aquele momento e não estava disposto a desperdiçar um segundo sequer. Só tinha um probleminha…

Ele ainda não havia conquistado a confiança de seus colegas de equipe e ninguém queria arriscar tocar a última bola para um novato. Era jogo de campeonato, pô!

Ele corria de um lado para o outro. Gesticulava. Xingava. Levantava os braços. E nada de bola!

Tentou recuar para ver se recebia um passe. Nada! Mais gestos, mais xingos, mais braços…

Até que quando o relógio indicava 1 minuto para o término do jogo, a “mágica” aconteceu. Uma bola perdida pelo ataque adversário, um bico do zagueirão e lá estava ele, pronto para dominar a pelota e desempatar a partida.

Dominou a bola no peito, limpou o primeiro adversário e disparou em direção ao gol. Percebeu o goleiro adiantado e viu 4 jogadores do outro time se aproximando rapidamente. Pensou rápido. Mandou um chutaço por cobertura.

O guarda-meta percebeu seu erro e tentou voltar. Era tarde. A bola descia velozmente e tinha endereço certo.

O estádio em silêncio. A expectativa era imensa. E a bola, tão caprichosa, raspou no travessão e foi para fora.

Na prorrogação, o time da casa conseguiu marcar e levar o campeonato após 13 anos de jejum. E ele, cheio de sonhos e expectativas, quase foi o herói da noite. Quase.

Essa história, tão comum no meio futebolístico – e na vida também -, nos lembram que, por mais cruel que seja, o quase não conta. Devem sim servir para aprendizado e crescimento, quando deixam de ser “quase” e passam a ser “total”.

É nisso que tenho pensado em relação às “reaberturas” do turismo em alguns lugares do Brasil e do mundo. Pega o exemplo da cidade de Campos do Jordão (SP), chamada, por alguns, de a Suíça Brasileira.

Distante cerca de 180 km da capital paulista, a cidade é um turismo ideal para um tempinho mais frio, onde tradicionalmente sedia seu festival de inverno (a edição desse ano foi adiada para agosto em função da pandemia da covid-19).

Foi noticiada sua reabertura gradual para o turismo no mês passado, com a abertura do comércio não essencial por até 4 horas e o funcionamento de hotéis com até 40% de sua capacidade. Até aqui tudo bem.

O problema é que restaurantes, bares e atrações turísticas não voltam a funcionar, na melhor das hipóteses, antes de 30/7/2020, conforme novo Decreto Municipal publicado ontem (n° 8.149).

E, se os casos não forem controlados, é possível que maiores restrições sejam aplicadas. Pena porque coisa legal pra fazer lá é o que não falta.

Para quem gosta de aventura, seja qual for a idade, há o Parque Tarundu. Aberto (antes da covid-19) todos os dias do ano (das 9h30min às 18h30min e, aos sábados, fecha às 20h), o que não falta é atração bacana: tubo insano, tirolesa, patinação no gelo, passeio de pônei, arco & flecha, cama elástica, mini-golfe e muito mais. Fique atento com as opções de ingressos! Maiores informações, inclusive sobre reabertura, clique aqui!

Conheça o estiloso Amantikir, um parque diferente que reúne 28 jardins das mais diversas partes do mundo. São 700 espécies de plantas espalhadas em mais de 60.000 metros quadrados. Há uma infraestrutura bacana, ideal para um passeio de meio dia. Maiores informações, inclusive para acompanhar a reabertura, clique aqui!

Sem contas as belezas naturais do Jardim Botânico, a Pedra do Baú e do Morro do Elefante, o belo museu Palácio Boa Vista (residência oficial de inverno do Governador de São Paulo), o Borboletário Flores que voam, uma gastronomia de qualidade (o restaurante Alquimia do Hotel Serra da Estrela é um que indico de olhos fechados) e muitos mais!

Quase aberto é meio fechado. A menos que você esteja procurando um lugar diferente para dormir, sugiro esperar mais informações sobre a reabertura do turismo no Brasil e no mundo para voltar a viajar mais e melhor!