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14 de outubro de 2020

Europa perde oportunidade de reabrir suas fronteiras

Por leandrodall

Diferente de outros países ao redor do mundo, a Europa, por meio de seu Parlamento, decidiu manter as restrições para viajantes. É o motivo do legítimo protesto da Associação Internacional de Transporte Aéreo, classificando a decisão como fracassso político (confira aqui).

Essa limitação, na prática, insere-se na obrigatoriedade de quarentena para os turistas que ainda podem adentrar no bloco europeu, bem como a ausência de uma política comum entre os países-membros a respeito da entrada e visitantes de outros países.

É uma pena para o setor de aviação, restaurantes, hotéis e outros relacionados ao turismo.

Dubai tem dado um exemplo interessante em termos de retomada (explicamos tudo nesse post). Os viajantes precisam, através de exames e declarações médicas, comprovar seu estado de saúde. Em caso de dúvidas, os agentes da imigração testam os visitantes assim que chegam no aeroporto. Não há discriminação contra nenhuma nacionalidade. Afinal de contas, esse vírus não é chinês, norte-americano, europeu ou brasileiro – é contra toda a humanidade.

Por meio da testagem da população e dos visitantes, bem como da adoção de medidas de segurança sanitária, atestadas pelo Safe Travels (confira aqui), o contágio pode ser controlado e a vida atingir certa normalidade.

O otimismo em relação a uma vacina universal tem esbarrado na realidade de que experimentos levam tempo e só devem ser adotados quando garantida sua segurança. Pior que uma doença é uma vacina ineficaz e com efeitos colaterais.

Talvez enfrentemos uma segunda onda pandêmica (prepare-se com nossas dicas aqui). Países como Alemanha, Espanha, França e Itália estão vivendo essa nova fase. Teremos que achar um meio termo, um novo normal como tanto falam por aí (se é que tal coisa existe).

Paralisar setores que empregam tanta gente, como é o caso do turismo, pode ter resultados catastróficos de longo prazo para a economia e para as famílias que deles dependem.

Também não dá para ser bumba-meu-boi do estilo liberou geral. Nada disso. É preciso haver coordenação entre as autoridades e os representantes do setor turístico para alcançarmos um bom termo.

É o que torcemos, é o que esperamos.