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4 de novembro de 2020

Depois da tempestade, vem a mudança (o que gostaríamos de ver no turismo brasileiro)

Por leandrodall

Não é segredo para ninguém que o setor de turismo foi um dos mais impactados com a pandemia da Covid-19.

Setor que vinha apresentando crescimento relevante ao longo dos últimos anos, demorará algum tempo para sua total recuperação (alguns falam que vai retornar o nível pré-covid somente em 2024).

Enquanto alguns setores da economia tiveram queda de 30, 40% em seu faturamento, a indústria do turismo perdeu cerda de 90%. É muita coisa. É necessária uma reinvenção para que o setor ressurja melhor e mais forte dessa crise.

Com o câmbio do real em patamares bem inferiores ao atual (lembra da época em que a cotação do dólar era de 1 para 2,50 reais e você reclamava?), o turismo nacional ficou esquecido.

Agora, além do patamar absurdo de moedas internacionais face ao real (cerca de 6 reais para comprar 1 dólar e subindo…), as incertezas e a sensação de insegurança sanitária (até que surja uma vacina eficaz) para viagens longas podem contribuir para o redescobrimento do Brasil.

Algumas atitudes devem ser tomadas para que essa crise se transforme em oportunidade para o setor nacional.

A primeira questão é a da segurança sanitária.

ethnic children in medical mask against curtain
Photo by Ketut Subiyanto on Pexels.com

A adoção dos protocolos de saúde, o treinamento dos funcionários e a comunicação/divulgação das medidas é o ponta-pé inicial para a retomada do setor. O novo normal da hotelaria, por exemplo, é um norte a ser seguido. O selo Safe Travels é uma certificação necessária nesses tempos pandêmicos.

A segunda questão é a da infraestrutura.

picturesque scenery of tropical seashore with coastal town
Photo by Pok Rie on Pexels.com

Temos lugares lindíssimos no nosso Brasil, mas carecemos de uma estrutura básica que leve em conta as necessidades do turista. Não vou nem entrar no mérito da atuação do setor público – essa é uma questão espinhosa que deve ser olhada com carinho; afinal de contas, o mínimo é ter rodovias sem buracos, segurança no ir e vir, etc, pelo tanto de tributos que pagamos.

As atrações turísticas, por exemplo, deveriam seguir aquilo que notamos nas principais atrações europeias e norte-americanas.

O mínimo é sempre ter banheiros (limpos e acessíveis), restaurantes e/ou lanchonetes com cardápio para as principais dietas (lembrando que o vegetarianismo é uma tendência mundial e muitos lugares ainda pecam por não oferecer esse tipo de alimentação) e área para descanso (tipo umas cadeiras/redes para dar aqueles 5 minutos e continuar o passeio).

São soluções simples que aumentam a qualidade do passeio e da experiência do cliente.

A terceira e mais importante questão é o preço.

abundance bank banking banknotes
Photo by Pixabay on Pexels.com

Ainda é muito caro viajar para destinos nacionais de qualidade.

Uma semana em um resort na Bahia é praticamente o mesmo preço de uma viagem para Cancun. E por mais lindo que seja o litoral nordestino é um absurdo os valores cobrados na Costa do Sauipe, por exemplo. Ou no Costão do Santinho em Santa Catarina. Simplesmente não vale.

Como vários destinos nacionais foram pensados e executados para pagantes em euros e dólares, o valor se torna proibitivo para os brasileiros.

Essa questão das tarifas precisa ser revista de maneira urgente, caso os estabelecimentos queiram sobreviver à pandemia. Até porque o turista gringo vai demorar para voltar a pisar aqui em terras tupiniquins.

Poderiam ser criadas pacotes e diárias diferenciadas para os nacionais, assim como acontece em alguns destinos norte-americanos (Las Vegas e Orlando, por exemplo), onde os residentes têm descontos em restaurantes, em lojas e em parques de diversões.

Nós só vamos sair dessa crise se todos fizerem sua parte.

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Photo by Francesca Zama on Pexels.com

Donos de estabelecimentos turísticos: ouçam nosso apelo! Queremos nos apaixonar (de novo) pelo Brasil, mas com esse preço não dá!

Melhor cobrar 10 e ter uma procura de 100 do que cobrar 100 e ter uma procura de 10! Bora lá melhorar o preço, galera!

É hora de VIAJAR MAIS E MELHOR no Brasil.