31 de dezembro de 2020

Como é viajar de avião na pandemia

Por leandrodall

Depois de muita pesquisa, decidimos viajar de avião para Florianópolis.

Saindo do aeroporto de Viracopos (Campinas – SP), nossa experiência começou no último dia 20 de dezembro.

Com o voo marcado para às 8h30min, saímos cedo de Sorocaba. Como a companhia aérea escolhida foi a Azul, tínhamos a opção de pegar um traslado (gratuito) até o aeroporto. Por motivos de comodidade, optamos ir de carro mesmo.

Chegando em Viracopos, há placas em todos os lugares quanto ao uso obrigatório de máscara e totens de álcool gel em pontos estratégicos.

Nosso check-in foi feito diretamente no aplicativo da Azul. Chegando ao stand da companhia, tivemos apenas o trabalho de acessar um terminal de autoatendimento para imprimir as bagagens que seriam despachadas (duas malas de quase 20kg). Após, foi só pegar uma pequena fila para pesagem da bagagem e boa.

Tínhamos tempo até nosso horário de embarque, mas decidimos já nos dirigir para a área de embarque.

Lá chegando, fugimos de uma pequena aglomeração de pessoas que insistiam em ficar perto umas das outras. Há indicações bem claras (e literalmente desenhadas por todo chão do aeroporto) da obrigatoriedade da distância de um metro e meio.

Na área de segurança, sem novidades. Aquele procedimento de sempre.

Entrando na zona de embarque propriamente dita, ficamos positivamente impressionados com a quantidade de lojas abertas. Parabéns aos lojistas, verdadeiros guerreiros que insistem em continuar com as portas abertas contra tudo e contra todos!

Como não podia deixar de ser, ainda tivemos tempo para dar aquela paradinha e tomar um cafezinho antes de entrar no avião.

E aí começaram as novidades.

O embarque agora é indicado por uma projeção no chão, indicando a fileira e o assento correspondentes. Isso faz com que aquela aglomeração horrível de fila não mais exista.

Outra coisa é em relação ao serviço de bordo. Para voos curtos como o que pegamos, não há distribuição de comes e bebes. Logo que entramos na aeronave, recebemos álcool gel, copo de água e fone de ouvido.

O voo transcorreu sem novidades até que possamos na ilha da magia, sendo obrigatório o uso de máscara em todos os momentos.

O desembarque não é mais aquele desespero que estávamos acostumados. Lembra que assim que o avião parava a galera já levantava e ficava aquela disputa para ver quem sairia primeiro? Pois é, isso acabou.

Agora o desembarque é feito fileira por fileira, de maneira ordenada. Todos devem aguardar sentados até que chegue sua vez.

CONCLUSÃO

Como tudo que estamos vivendo, a nova normalidade tem trazido aspectos positivos e negativos. As soluções que as aéreas têm adotado para evitar aglomerações são boas e penso que vieram para ficar.

O maior cuidado com a higiene e o respeito ao espaço individual das pessoas são atitudes bacanas e até facilitam a convivência.

Esperamos que as medidas continuem e, principalmente, que possamos voltar a viajar mais e melhor.

Sei de muita gente que ainda não quer nem ouvir falar de viagem até que venha a vacina.

Penso, porém, que é possível viajar de maneira segura para aqueles que tomam todos os cuidados recomendados pelas autoridades e que cuidam da sua imunidade.

Ou você pensa que todo aprendizado que tivemos até aqui vai se perder com a vacinação em massa? Pense de novo porque, gostemos ou não, o novo normal veio para ficar.