person holding a vaccine
28 de abril de 2021

Motivo para não tomar CoronaVac?

Por leandrodall

A notícia veiculada ontem em diversos meios de comunicação (como R7 e Valor Econômico) causou espanto e perplexidade aos viajantes brasileiros.

Com o avanço da vacinação ao redor do mundo (sim, ainda que não na velocidade desejada por todos nós, está avançando), surgiu a divulgação de que a União Europeia está pensando em implantar um “passaporte sanitário” para aqueles que desejam conhecer as maravilhas do Antigo Continente.

Isso não seria algo novo.

Para alguns destinos caribenhos, por exemplo, existe a obrigatoriedade de visitantes brasileiros terem sido imunizados contra a febre amarela. Essa comprovação é feita por meio de uma carteirinha de vacinação internacional. E, claro, nem sempre seremos solicitados a apresentar esse documento na imigração, mas, caso o sejamos e não queiramos voltar pra casa, é melhor ter tudo direitinho.

A novidade, portanto, seria a exigência do turista demonstrar que foi imunizado contra o novo coronavírus (Covid-19).

A polêmica é que a CoronaVac, vacina aplicada em 80% da população brasileira, não seria reconhecida pela Agência Europeia de Saúde e, portanto, não atenderia os requisitos exigidos para entrar no continente europeu.

Bom, esse informação, se confirmada, traria um prejuízo ainda maior ao já combalido turismo europeu.

Além disso, diferente de outros imunizantes (como aquele com nome de míssil e outros com nomes mais exóticos), a CoronaVac tem diversos estudos científicos publicados e, no Brasil, é produzida e distribuída por um dos mais renovados institutos científicos, como é o Butantã. Desse modo, eventual regularização/reconhecimento pela autoridade europeia de saúde, em minha opinião, é questão de tempo.

Nesse caso, vale a pena acompanhar os desdobramentos desse questão e ficar de olho contra as fake news que ainda causam tanto ou mais estrago que essa pandemia. E a melhor vacina continua sendo o conhecimento por meio de informação de qualidade.